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segunda-feira, 10 de abril de 2017

PATTY JENKINS FALA DA INFLUÊNCIA DE GEORGE PÉREZ EM SEU FILME

Por J. B.


Com mais de meio século de história de história no mundo das HQs, desde sua primeira aparição em 1948 na All-Star Comics #08, Mulher-Maravilha, criada pela dupla William Moulton Marston e Harry G. Peter. Muitos criadores célebres roteiristas e desenhistas deixaram sua marca na personagem desde então, mas uma das contribuições mais duradouras jaz nas mãos do roteirista/desenhista George Pérez, que assumiu a série "Wonder-Woman" em 1987, após a reinicialização provocada pela Crise nas Infinitas Terras.
George Pérez

Durante sua passagem de cinco anos no título, Pérez racionalizou a história do personagem, mas aumentou o papel dos deuses gregos na mitologia da heroína. A posse de Pérez foi, sem dúvida  foi influente entre os fãs, entre eles a diretora Patty Jenkins, de Mulher-Maravilha - o próximo longa do DCFilms.

Em inúmeros comentários públicos, Patty citou o trabalho de Pérez como um importante ponto de referência para o longa, que mostrará a origem da personagem, após a primeira performance de Gal Gadot como a icônica heroína em Batman v Superman: Dawn of Justice.

Durante a última WonderCon, realizado no começo de abril, em Anaheim, o site CBR conversou com Jenkins sobre os motivos que fizeram o trabalho de Pérez ser tão impactante para ela, o que faz um bom vilão da Mulher-Maravilha maravilhoso,o que a empolga no fato das audiências populares aprenderem sobre a personagem e suas esperanças em contar uma história divertida e moderna, estrelando Diana de Themyscira, seguindo esse filme de origem ambientando na Primeira Grande Guerra.

Vamos a entrevista:

CBR: Patty, por mais famosa que seja a Mulher-Maravilha, ainda existe no âmbito popular uma grande audiência que não conhecia a personagem, pelo menos até a estreia de Batman v Superman, foram mais de 35 anos desde que ela esteve em uma produção live-action de respeito, com a belíssima Lynda Carter. O que te empolga no fato dessas pessoas aprenderem coisas que eles talvez não saibam sobre a personagem?

Patty Jenkins: A profundidade e a dimensão de como o amor e essas belas ambições estão no cerne do que ela acredita, e, ainda assim nada disso impede que ela seja tão forte e poderosa quanto qualquer outro super-herói que você conheça. Mas eu amo a moral do ponto de vista dela. Um monte de HQs de super-herói são histórias de uma pessoa normal do dia-a-dia, que foi escolhida para uma missão. E essa é uma história maravilhosa, mágica, também. Mas no seu caso, ela tem esta rara história de vir aqui de propósito, com o objetivo de salvar a humanidade, esse tipo de história se torna mágica e maravilhosa também, mas, nesse caso, ela tem essa história rara de vir aqui com um propósito, com o objetivo de salvar a humanidade, por causa de seu sistema de crenças. Isso é incomum e maravilhoso.

Eu acho que vê-la e saber que cada vez que ela executa um golpe, ela está pensando em um forte ponto de vista dos motivos que a levam a fazer aquilo, porque ela precisa, naquele momento, é uma coisa levemente diferente e mágica sobre ela.

CBR: Na sua opinião essa chance demorou muito pra chegar aqui? Sendo que não existiu um filme da Mulher-Maravilha em 75 anos de história?

Patty Jenkins: Eu não podia acreditar nisso. Foi por isso que eu sempre quis fazer isso durante tanto tempo. Eu amo filmes de super-heróis e adoro histórias de origem. Então, quando eu entrei no jogo e comecei a ter a oportunidade de ser consultada sobre os filmes que eu queria fazer, eu disse: “Wonder-Woman? Vocês são loucos? Eu não posso acreditar que isso ainda está aqui. Eu ia adorar fazer isso!” Poder fazer Mulher-Maravilha é uma grande honra. Eu amo a personagem desde criança, ela era minha super-heroína. Estar aqui hoje é incrivelmente surreal e uma grande honra.

CBR: Comparada com inúmeros outros super-heróis de seu escalão, a Princesa Diana não tem vilões que consigam a mesma quantidade de respeito. Para esse filme, estamos nos preparando para vermos o insano Deus Ares e a Doutora Veneno. O que você acha que faz um vilão da Mulher-Maravilha ser bom, e como isso aparece nesses personagens?

Patty Jenkins: Eu acho que eles têm que ter o contrapeso a seu ponto de vista moral. Não importa quem sejam, seus vilões precisam ter as próprias visões sobre a vida e a humanidade, e o que eles merecem, e essas duas coisas têm que estar em conflito. E precisa existir diálogo.  Esse detalhe é o que temos de bom sobre Ares. Ele tem um sistema de crenças sobre o que a humanidade é, e o que eles merecem. É um confronto importante entre ela e ele. Porque ambos têm razão, eles estão certos sobre o que acreditam, sobre a humanidade, então o que você vai fazer?

CBR: Durante a nossa visita à sala de edição em Londres, há cerca de um mês, você mencionou o trabalho, realizado pelo George Pérez como uma forte influência sobre o filme. Aí te pergunto, em qual parte do trabalho dele no titulo da Mulher-Maravilha se conectou de maneira tão forte a você?

Patty Jenkins: Eu acho que foi o fato dele ter expandido o papel dos deuses gregos. Eles estavam sempre lá, nada do que ele fez contradisse o que William Marston fez e criou, acho que só expandiu e aprofundou quem são esses deuses. O que essa relação é, e como isso funciona. O que foi uma coisa maravilhosa para nós. 

CBR: Já sabemos que esse primeiro filme tomará lugar durante a Primeira Grande Guerra, o que o torna único para um filme de super-herói, mas a personagem significava algo diferente, nesse período do inicio do século XX, do que o que significaria hoje. Pois bem, você espera fazer uma história dela ambientada nos dias atuais?

Patty Jenkins: Eu adoraria fazer uma história na era moderna, eu ia amar fazer a Mulher-Maravilha na América e em outros países. Estou tão animada que esse personagem deve essa oportunidade agora, que terá tantas histórias, assim como ela faz nas HQs, com todos os diferentes tipos de coisas. Nossa história realmente conta tudo o que leva ela a se tornar essa pessoa, e agora temos que brincar com isso, o que é maravilhoso.

Sinopse:

Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.


Wonder-Woman conta com a direção de Patty Jenkins, roteiro produzido pela dupla Geoff Johns e Allan Heinberg, escrito em cima de uma história de Allan Heinberg e Zack Snyder, e tem um elenco formado por Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen, Robin Wright, David Thewlis, Danny Huston, Elena Anaya, Ewen Bremmer e Saïd Taghmaoui.

O longa irá chegar nos cinemas no dia 01 de junho de 2017, no mesmo ano ela participará do aguardado longa Justice League, que estreia no dia 16 de novembro de 2017.

Fonte: www.cbr.com

Um comentário:

Andrea Martínez disse...

Eu realmente gostei do trabalho que Patty Jenkis fez. Acho que é uma boa idéia fazer este tipo de adaptações cinematográficas dos quadrinhos. É uma historia que vale a pena ver. É um filme cheio de incríveis personagens e cenas excelentes. Mais que de ação, ofilme de Mulher Maravilha é de suspense, todo o tempo tem a sua atenção e você fica preso no sofá. Vale muito à pena, é um dos melhores do seu gênero. Além, tem pontos extras por ser uma historia criativa. De verdade, adorei que tenham feito este filme.

 
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