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quinta-feira, 26 de abril de 2018

DIRETOR DE AQUAMAN DIZ QUE SEU FILME TERÁ PITADAS DE SHAKESPEARE

Por J. B.


James Wan, diretor do aguardado longa "Aquaman" deu uma entrevista ao site EW, durante sua estada no CinemaCon, onde conversou um pouco sobre os vilões e sobre alguns detalhes sobre a história:  

"O antagonista principal neste filme é Orm, interpretado por Patrick Wilson. E o Arraia Negra, interpretado por Yahya Adbul-Mateen, também se envolve com este mundo. Mas a motivação principal realmente é quase que um clássico de Shakespeare, por ser uma história de fraternidade, de irmão deste mundo contra o irmão do outro mundo. E é uma clássica história de rivalidade entre irmãos."

Conversando sobre o roteiro principal de Aquaman, James declarou o seguinte sobre a ameaça principal: é    

"Aquaman está trazendo uma premissa rara em filmes de super-heróis, estamos acostumados com histórias de super-herói onde a ameaça vem de outra dimensão, ou são alienígenas de outro mundo vindo destruir a Terra. Mas não vimos uma onde a ameaça vem de uma civilização massiva que está logo abaixo do nosso nariz, no oceano. A ideia de que pode haver uma civilização vivendo abaixo de nós, que nós não sabemos, é meio assustadora e intrigante."

Aquaman conta com direção de James Wan e roteiro de Will Beal. E trás no elenco os atores Jason Momoa, Amber Heard, Patrick Wilson, Nicole Kidman, Willem Dafoe, Yahya Abdul-Mateen II, Temuera Morrison, Ludi Lin, Michael Beach, Michael Kenneth Williams, Dolph Lundgren e Randall Park. O longa está agendado para o dia 21 de dezembro de 2018.

Fonte: www.ew.com

HENRY CAVILL FALA SOBRE VOLTAR A INTERPRETAR O SUPERMAN

Por J. B.


Durante uma entrevista no evento CinemaCon na noite passada, o ator britânico Henry Cavill deu uma entrevista, onde falou sobre quando os fãs poderiam vê-lo novamente no papel do Último Filho de Krypton. Há rumores de que ele poderia aparecer em Shazam, mas isso é pura especulação por enquanto. Sobre um retorno oficial, Cavill está otimista para o futuro. 

"Não posso responder isso definitivamente agora. Espero que seja em breve e não daqui a muito tempo. Eu tenho conversado com algumas pessoas e espero falar com outras pessoas que são responsáveis por determinar estas coisas. Veremos."

Resta saber o que vem a seguir para o Superman de Cavill, mas há uma chance de o estúdio deixar o personagem na prateleira por um tempo depois da Liga da Justiça (o que seria um erro, mas estamos falando da Warner Bros.).

Que história vocês esperam ver do icônico Super-Herói da D.C. Comics na tela grande? Como sempre, não deixe de nos dizer na seção de comentários abaixo.

Fonte: www.comicbookmovie.com

DIRETOR DE SHAZAM! FALA SOBRE O FILME

Por J. B.

Durante o painel da Warner Bros., na Cinemacon, David F. Sandberg compareceu e conversou um pouco sobre a produção do longa Shazam! 

Nessa ocasião ele relatou o seguinte:  

"Estamos criando um universo cinematográfico moderno da DC acessível a toda a família, apresentando talvez uma nova, ou melhor, mais recente abordagem para os filmes da D.C. Comics".

 David ainda divulgou um vídeo com cenas das filmagens do longa, entre elas uma cena montando o jovem Billy Batson gritando Shazam , dando uns dois e um caminhão caindo do céu.

Aos poucos o diretor Sandberg está revelando os nomes do cast de Shazam!, a última aquisição foram os atores Ross Butler e Adam Brody.

Sinopse:

Todos nós temos um super-herói dentro de nós, basta um pouco de mágica para trazê-lo para fora. No caso de Billy Batson (Asher Angel), ao gritar uma palavra – SHAZAM! – este filho adotivo de 14 anos pode se transformar em um super-herói adulto, Shazam (Zachary Levi), cortesia do mago Shazam. Ainda uma criança de coração – dentro de um corpo divino e rasgado – Shazam se diverte nesta versão adulta de si mesmo fazendo o que qualquer adolescente faria com superpoderes: divirta-se com eles! Ele pode voar? Ele tem visão de raios X? Ele pode atirar raios de suas mãos? Ele pode pular seu teste de estudos sociais? Shazam se propõe a testar os limites de suas habilidades com a imprudência alegre de uma criança. Mas ele precisará dominar rapidamente esses poderes para combater as forças mortais do mal controladas pelo Dr. Thaddeus Silvana (Mark Strong).

O longa chegará no dia 05 de abril de 2019, sob a direção de David F. Sandberg, tendo os atores Zachary Levi, Asher Angel, Jack Dylan Grazer, Ian Chen, Mark Strong, Grace Fulton, Cooper Andrews, Faithe Herman, Ron Cephas Jones, Marta Milans, D.J. Cotrona, Adam Brody, Ross Butler, Michelle Borth e Meagan Good.

Fonte: www.comicbookmovie.com

quarta-feira, 25 de abril de 2018

PERSONAGEM ZAGOR GANHARÁ OMNIBUS NOS ESTADOS UNIDOS

Por J. B.

Ontem foi divulgado que o personagem italiano Zagor, protetor da floresta de Darkwood, irá ganhar ainda neste ano pela editora americana Epicenter Comics, uma edição Omnibus de cerca de 680 páginas coloridas.

Ela conterá todas as aventuras do Zagor e Chico, seu inseparável amigo mexicano, contra os alienígenas Akkronianos e o maquiavélico cientista louco Garth Hellingen, intitulada Zagor: The Alien Saga. 

Até o momento a editora revelou a data de lançamento dessa edição no mercado americano.

O italiano Michele Rubini, que já desenhou personagens bonellianos como o próprio Zagor e o Ranger Tex Willer, foi o responsável pela arte de uma das capa, para os fãs do Espírito da Machadinha também será disponibilizado uma capa variante, desta vez feita pelo co-criador do personagem, Gallieno Ferri (1929-2016), enquanto isso as cores das capas ficou por conta do sérvio Velibor Stanojevic, mais conhecido como Well-Bee.


O nome Zagor é uma abreviação de Za-gor-te-nay, ou seja, "O Espírito da Machadinha" no dialeto dos índios algonquinos, sendo que seu verdadeiro nome é Patrick Wilding. Ao perder seus pais passou a dedicar sua vida à defesa da paz e da ordem na imaginária floresta de Darkwood, situada na região dos Estados Unidos conhecida por "As 13 Colônias". Zagor possui extraordinários reflexos e dotes atléticos e é extremamente hábil no uso de sua machadinha. 

Os seus feitos, além da impressão causada por suas vestes e por seu grito de guerra, um característico ""AHHYAAKK!", o fazem ser considerado pelos índios como uma espécie de semi-deus enviado por Manitu. O ambiente das histórias é o velho oeste, mas G. Nolitta inseriu alguns elementos fantásticos, assombrações, ficção científica, e coisas do gênero.  

Já o codinome "Espírito da Machadinha" vem pelo fato dele, habitualmente, combater seus inimigos usando como arma uma espécie de machadinha, também chamado Tomahawk, feita de pedra com cabo de madeira. Não obstante ele não deixa de carregar uma pistola na cintura.

Fonte: www.universohq.com

terça-feira, 24 de abril de 2018

MINHA OPINIÃO SOBRE O FINAL DE STAR WARS: REBELS

Por J. B.

Semana passada consegui concluir a 4ª e última temporada de Star Wars: Rebels, e posso dizer, sem sombra de dúvidas, que foi uma das melhores séries animadas que assisti. 

Dave Filoni, o responsável por essa série, não poupou esforços para transformar essa última temporada em algo tão memorável, como a trilogia clássica. 

Em uma manobra ousada, Filoni passou a apresentar, quase que exclusivamente, episódios duplos, possibilitando que a ação fosse desenvolvida de maneira mais apropriada, com isso ele nos resgatou daquela costumeira correria presente nos capítulos da animação. 

Outro detalhe, digno de nota, foi a melhoria na animação em si, que não somente se torna mais fluida, como com gráficos aprimorados. Com isso, claro, a escala das histórias aumentou, ainda foca no pequeno grupo de rebeldes, mas desta vez suas missões envolvem o futuro da galáxia.

Dave Filoni, o Showrunner da série.
Esta segunda metade da temporada provou ser mais emotiva que o habitual. Começando com a arrojada atitude de matarem o Jedi Caleb Dume, também conhecido como Kanan Jarrus, dublado pelo ator Freddie Prinze Jr.

Uma medida arrojada que consegue surtir os seus efeitos desejados, com os nossos protagonistas que se encontrando desalentados com essa perda, ao mesmo tempo que nos lembramos, amargamente, que em guerras existem sempre perdas, por vezes inesperadas.

Kanan recebe um digno fim e, como acontece desde Star Wars: Episode IV - A New Hope, o espírito do Mestre passa a viver através do seu Padawan, enquanto que a dor da perda do Mestre funciona como um dos passos finais da Jornada do Herói de Ezra, que, nos capítulos seguintes, aprende a viver sem o Kanan, culminando em uma das mais difíceis decisões de sua vida, em "A World Between Worlds", que, serve para introdiz o conceito de viagem no tempo na série, ponto utilizado para desenvolver Bridger em um momento chave, que acaba por definir seu caráter, algo que seria recordado durante o conflito com o Imperador.

A morte do Kanan Jarru.
A mera presença de Palpatine nesses episódios finais, mesmo que não de "forma física", já deixa bem claro o quão importantes se tornaram esses personagens. Como não poderia deixar de ser, a participação especial de Ian McDiarmid, emprestando sua voz ao Lord Sith é muito bem-vinda a mitologia da série.

McDiarmid viveu o Imperador Palpatine nas duas primeiras trilogias, e seu retorno ao papel funciona como a cereja no topo do bolo, garantindo a o impacto da presença do personagem no seriado. 

Filoni, contudo, jamais permite que esse vilão ocupe mais espaço do que deveria, ele não perde de vista que o principal antagonista da temporada sempre foi o Grand Admiral Thrawn e guarda para ele o duelo final entre Império e Rebelião da série.

O Grand Admiral entende seus oponentes e a única maneira de derrotá-lo é fugindo da previsibilidade e ninguém melhor que Ezra para garantir isso.

Tendo em conta a finalidade da série, esperava-se uma jornada emocional do princípio ao fim. Mas não seria propriamente Star Wars Rebels se também não tentassem expandir o universo rico de George Lucas.

E esta segunda metade conseguiu essa proeza, expandindo cada vez mais o universo resumido. Cada vez mais se exploram os mistérios da Força, culminando num confronto final pela liberdade de Lothal.

Os  episódios finais, ainda que traga resultados previsíveis, segue pelo inesperado no modo como chega até lá. Bom exemplo disso é a releitura da cena final de Vader em Rogue One, através de Ezra e os Lobos, vale observar como a trilha de Kevin Kiner rearranja a melodia de Michael Giacchino a fim de criar o paralelismo, dessa vez, porém, são os imperiais que se desesperam e não os rebeldes. Nesse ponto, apenas a montagem deixa a desejar, quebrando a ação dramática, impedindo que ela alcance sua plenitude. 

Sabine Wren encontra Ahsoka Tano.
O salto temporal para após os eventos do Star Wars: Episode VI - Return of the Jedi, revelando o destino de cada um dos personagens, e pegando todos os fãs de surpresa e finalizando, com chave de ouro essa jornada. Com um epílogo, que deixa bem claro o impacto das ações desse grupo de rebeldes até aqui. Além disso, abre espaço para que futuras obras explorem tais personagens em um novo período, fugindo do conflito entre Rebelião e Império. Não é de todo inimaginável, portanto, que Sabine ganhe seu merecido protagonismo em uma possível vindoura obra, já que ela foi uma das personagens mais bem construídas da animação. 

Inicialmente a linda Sabine ficou cuidando da consolidação da liberdade no planeta Lothal, o mundo natal do Ezra que, junto com o Grand Admiral Thrawn, foi lançado no espaço profundo, tendo seu destino desconhecido. Também descobrimos que a ex-Jedi, Ahsoka Tano, ainda está viva e ela se junta à Sabine para ir em busca do Ezra, o que acabou abrindo espaço para uma possível nova série animada, uma HQ ou até mesmo um novo livro, que poderia focar na busca de Sabine e Ahsoka pelo jovem Jedi.

Já a Hera teve um filho de Kanan, Jacen Syndylla, e lutou até o fim contra o Império. O Capitão Rex também teve seu destino contado, o que acabou por indicar a possível veracidade de uma teoria sobre o personagem. É dito no final do episódio que o Capitão Rex permaneceu na Rebelião, tendo inclusive participado do grupo, liderado pela Princesa Leia e por Han Solo, designado para destruir o gerador do escudo da Death Star II, localizado na Lua Florestal de Endor. 

Essa revelação praticamente confirma a teoria de que o personagem conhecido como Nik Sant, o rebelde de barba branca, poderia ser Capitão Rex.

Será que o Nik Sant era o Rex?

Rex tem sido um ponto fixo nas séries animadas por uma década. Sua primeira aparição foi em Clone Wars, como um soldado clone. Posteriormente, o personagem fez participações em Rebels e saber que o soldado seguiu lutando contra o Império é um tanto poético.  

Trailer legendado da 4ª temporada de Star Wars: Rebels:



May the Force Be With You.

Nota para a série: 10,0.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

FELIZ ANIVERSÁRIO SUPERMAN - NASCE UMA LENDA

Por J. B.

Arte por Alex Ross.
Como forma de homenagear o aniversário de criação do Superman, trago o primeiro capítulo de um antigo projeto de uma biografia sobre a gênese do Último Filho de Krypton.

Os anos 30 foram um dos períodos mais conturbados do século XX, tivemos Flash Gordon nos quadrinhos, o gigantesco King Kong nos cinemas, Charles Lindbergh cruzando o Atlântico e o surgimento do Jazz. Na Europa, Hitler invadia a Áustria e mesmo com as afirmações do Primeiro Ministro inglês Chamberlain de que haveria "Paz no nosso Mundo", a visão das tropas do Fuhrer não encorajava ninguém a pensar nessa "Paz". Porém o que mais marcou os americanos foi a Grande Depressão, desencadeada pela quebra da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929.

Todos esses fatores contribuíram para o surgimento do primeiro super-herói dos quadrinhos, originado das mentes de dois jovens de Cleveland, Ohio, chamados Jerome (Jerry) Siegel e Joseph (Joe) Shuster. Esses dois não eram o que se poderia chamar de garotos-modelos, não gostavam de esportes e nem eram populares com as garotas, no entanto, após deixarem o colegial em 1934, deram como legado ao mundo seu maior protetor, O SUPERMAN.  

Jerry Siegel & Joe Shuster.
Hoje todos conhecem a história do Homem de Aço, único sobrevivente do extinto planeta Krypton, que veio para a Terra ainda criança e se tornou o maior super-herói do mundo, o que poucos conhecem é a história por trás da história. Tudo começou no inicio dos anos 30 nos corredores barulhentos da velha Glenville High School. 

Fazendo um trabalho de detetive foi possível localizar fragmentos de memória, pedaços de um verão que podem ajudar a montar esse quebra-cabeça.

A Glenville High School foi rebatizada como Franklin Delano Roosenvelt Junior High em 1964, mais a sala onde funcionava o jornal escolar The Glenville Touch, de 1931 a 1934 continua lá. Se nos fosse permitido olhar aquela sala em qualquer dia da semana de 1932, toparíamos com um estudante especial que fazia parte do quadro do jornal, seu nome Jerome Siegel, com certeza o mais ativo de todos.

Glenville High School.

Fora do jornal, Siegel era tímido, envergonhado, usava óculos que escorregavam pelo nariz, Siegel possuía uma alma de D´artagnan em um corpo subnutrido. Após as aulas trabalhava como entregador em uma gráfica pela quantia US$ 4,00 por semana, com o qual ajudava a família. Nos momentos de laser ocupava sua mente com as histórias fantásticas de autores como Edgar Rice Burroughs e H. G. Wells, além das histórias em quadrinhos de Buck Rogers e Doc Savage. 

Fato marcante de sua adolescência era o hábito de chegar atrasado para a primeira aula, percebia-se sempre o pijama por baixo de sua roupa, antecedendo o hábito de Clark Kent usar o seu uniforme por baixo das roupas comuns.

Fanzine Science Fiction: The Advanced Guard of Future Civilization
Em 06 de Outubro de 1932 Jerry resolveu lançar um fanzine, no qual era o proprietário, editor, secretário, tesoureiro e office-boy, chamado Science Fiction: The Advanced Guard of Future Civilization (Ficção Cientifica: A Guarda Avançada da Civilização do Futuro). 

Entre os ilustradores que mais se destacaram encontramos um certo Joe Shuster. Siegel e Shuster se conheceram por obra de um primo de Siegel e tornaram-se amigos de imediato, pareciam irmãos. Ambos usavam óculos, eram tímidos e devoravam tiras de jornais e "pulps", revistas em quadrinhos baratas de ficção.  

Em Janeiro de 1933 Siegel publicou sob o pseudônimo de Herbert S. Fine um conto em seu fanzine chamado "The Reign of the Superman", que foi ilustrado por Shuster, o mesmo contava a história de um homem que adquiriu poderes mentais e os usou para o mal. De todos os poderes o único herdado pelo seu sucessor foi a Visão Telescópica.  

Siegel achou a idéia boa demais para ser desperdiçada com um vilão, então em uma noite de verão no ano de 1933 nascia aquele que viria a ser o mais famoso super-herói do mundo, não inteiramente, mas aos poucos durante uma longa noite de insônia. Alguns anos depois Siegel contou a um repórter do jornal Saturday Everning Post como tudo começou:   

"Saltei da cama e escrevi tudo o que me veio á cabeça, então voltei a me deitar e há pensar um pouco mais, por mais ou menos duas horas. Levantei-me novamente e escrevi tudo. Assim foi a noite toda, em intervalos de duas horas, até que, pela manhã tinha um roteiro completo”.

Pouco depois de o sol nascer, Siegel percorreu os doze quarteirões até a casa de Shuster, logo que chegou explicou ao amigo a natureza de sua criação, o qual começou a colocar no papel, em forma de desenho as idéias do amigo. A essência do personagem reuniu três temas bastante usados nas revistas da época, só que em separados, o ser de outro planeta, o homem com poderes sobre-humanos e a dupla identidade. A maneira como Siegel uniu esses temas em um único personagem foi o que tornou o Superman um sucesso.   

O conceito do ser de outro planeta vivendo entre humanos tem sua base ficcional no romance Micromegas, de Voltaire, escrito em 1752, sendo copiado através dos anos por outros autores. Foi, o autor John W. Campbell, e o seu livro Aarn Munro que melhor desenvolveu o conceito de um ser alienígena vivendo na Terra e tendo superpoderes.   Seu personagem era filho de terrestre que havia crescido em Júpiter e que chegando à Terra adquiriu poderes especiais graças a atmosfera menos densa do que a nossa.    

Essa explicação foi usada por Jerry para explicar os poderes do Superman. Porém a fonte primordial onde Jerry buscou inspiração para seu personagem foi o romance Gladiator, de Philip Wylie, um estrondoso sucesso em 1930, que o próprio Siegel havia resenhado no seu fanzine. O fato de o personagem possuir dupla identidade era original, já que não era o homem disfarçando-se de super-herói, como era com outras revistas da época, mais o contrário. Siegel e Shuster tiveram seus dias de donos do mundo, mundo este centralizado na cidade de Metrópolis, batizada assim em homenagem a obra-prima cinematográfica da ficção cientifica do alemão Fritz Lang.   

Lois Amster & a 1ª Sketch da Lois Lane.
Nesses setenta e dois anos uma pergunta ainda tira o sono dos historiadores. Clark Kent e Lois Lane são frutos da imaginação de Siegel ou versões estilizadas de pessoas reais, como era seu costume ao criar personagens para as histórias publicadas no The Touch? 

Descobriu-se que existiu uma aluna chamada Lois Amster na qual Siegel se baseou para a criação de Lois Lane. Segundo Siegel, Lois Amster era uma garota linda, inteligente e principalmente independente, ou seja, tinha os mesmos atributos psicológicos da Lois dos quadrinhos. Na entrevista que os criadores do Superman deram a jornais da época o desenhista Joe Shuster disse que para desenhar Lois Lane se inspirou em uma garota chamada Joanne Carter, que havia respondido a um anuncio no jornal Plain Dealer que pedia uma modelo. 

Ator Douglas Fairbanks.
E quanto a Clark Kent? Exatamente como ocorreu com Lois Lane, Clark foi o resultado da fusão de duas ou mais pessoas, o nome nada mais é que a junção dos nomes de dois astros do cinema da época, Clark Gable e Kent Taylor. Já fisicamente Clark foi inspirado no seu próprio criador, fato esse confirmado por Siegel em uma entrevista ao jornal USA TODAY em 1983. Quanto ao Superman, afirmaram que sua fonte de inspiração foi o ator de filmes mudos Douglas Fairbanks.  

Para o uniforme do Superman, Shuster adaptou a roupa usada pelos acrobatas dos circos, uma malha colorida colada na pele com uma sunga por cima das calças. Foi acrescentada, também, uma longa capa, que além de criar a ilusão de movimento e velocidade. No peito, Shuster criou um símbolo inspirado nas insígnias dos policiais, com a diferença de que a do herói tinha um "S" no centro, ao longo dos anos ele se tornou um dos símbolos de super-heróis mais conhecidos do mundo.

The Toronto Star Building.
Durante os cincos anos entre a sua criação e publicação, o Superman foi rejeitado por praticamente todas as editoras e syndicates, distribuidoras de quadrinhos em forma de tiras para jornais do mundo inteiro. Eles afirmavam que "era um trabalho ainda imaturo". 

Diante disso os dois criadores decidiram tentar o mercado editorial canadense, aproveitando do fato de que Joe possuía parentes na cidade de Toronto. Porém a resposta que tiveram foi de que o personagem não teria "um apelo duradouro", mesmo assim encontramos uma pequena influência canadense nas primeiras histórias do Superman, diferente de hoje, Clark Kent não era repórter do Daily Planet, mas sim, do Daily Star que foi inspirado no jornal Toronto Star. Assim uma das criações mais rentáveis da história passou meia década mofando dentro de uma gaveta.

Para poderem sobreviver os dois conseguiram emprego em uma pequena editora chamada Naticional Periodics, que havia sido recentemente comprada pelo milionário Harry Donenfeld. Ele pretendia reunir material para lançar uma nova revista, mas os dois, por não confiarem totalmente no novo proprietário, resolveram esconder dele sua criação. 

Harry Donenfeld.
Mas por uma verdadeira ironia cósmica seu trabalho estava com o editor Max C. Gaines, que momentos antes de mandar o material de volta para Siegel recebeu um telefonema de Harry perguntando se ele teria algum material que pudesse ser usado em uma nova revista, Max resolveu mandar o material de Jerry e Joe para Harry, que remontou as tiras em formato apropriado para revistas em quadrinhos.

Conformando-se com o fato de que jamais veriam o Superman publicado em forma de tiras de jornais, Jerry e Joe aceitaram ver sua criação na forma de revista em quadrinhos. Com a promessa de Harry de que os dois seriam os responsáveis pela equipe de criação resolveram assinar um contrato-padrão que cedia os direitos de publicação para a National Periodics.

Com esse contrato assinado, Siegel e Shuster receberam um cheque no valor de US$ 130,00 pelos noventa e oito quadrinhos, que seriam impressos como uma revista de treze páginas, e tendo Sheldon Mayer como primeiro editor.  

Em 18 de abril de 1938, teve inicio a "ERA DE OURO" dos quadrinhos, com a publicação da revista ACTION COMICS #01, a qual trazia na capa um homem com uma malha colorida e usando uma longa capa vermelha e erguendo um carro sobre a cabeça, ao ver essa capa Donenfeld disse apenas uma palavra: "Ridículo", ironicamente a revista que na época valia cerca de 10¢ foi arrematada em um leilão, em 2014, por cerca de US$ 3,2 milhões. 

Entre 1938 e 1939, Action Comics já possuía uma tiragem de mais de 500 mil exemplares, mais do que o dobro da tiragem inicial de Action Comics #01, que foi de cerca de 200 mil exemplares. A história contava o que havia acontecido em um imenso planeta chamado Krypton, localizado em uma galáxia distante, muito mais avançado do que a Terra no ano de 1938.

Feliz Aniversário Kal-El, herdeiro honrado da Casa de El. Parabéns pelos 80 anos, Superman, o Último Filho de Krypton.

"Hope exists, and it is possible to see it. You just need to look at the sky!"
                                                                                              - Lois Lane.

Action Comics #01.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

DIVULGADO ELENCO DA ADAPTAÇÃO EM LIVE-ACTION DE MULAN

Por Alessandra de Souza, do site Setor 2814


Live-action de Mulan está chegando. Pra quem ainda não sabe a animação da disney vai ganhar um longa com atores, apesar de estar longe de estrear, pois tem previsão de chegar em 27 de março de 2020, a produção divulgou alguns atores que estarão no longa. O filme vai com alguns personagens novos, Mulan terá uma irmã e um mentor e ainda teremos uma vilã.

A protagonista será interpretada por Liu Yifey tendo seu trabalho mais popular "O Reino Proibido", Xana Tang fará a irmã da protagonista, Donnie Yen que dispensa qualquer apresentação fará o Comandante Tung mentor de Mulan, e teremos Gong Li como uma maléfica bruxa, ela é conhecida pelo filme "Memórias de uma Gueixa" e pra finalizar Jet Li será o Imperador.

Já to ansiosa pra ver esse filme, Niki Caro assina na direção e promete trazer bastante arte marcial e ainda garante que o longa vai ter partes musicais.


Lembrando que a Disney procurou trazer atores asiáticos para o longa. Só resta dizer que estou esperando o Jack Chan entrar pro elenco.

Elenco:

Liu Yifei será Mulan.
























Xana Tang será a irmã da protagonista.


























Gong Li será uma bruxa.

























Donnie Yen será o Comandante Tung, mentor de Mulan.

























A direção será de Niki Caro.





























"Mulan" tem estreia prevista para março de 2020.

Fonte: www.adorocinema.com.br
 
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