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sábado, 10 de junho de 2017

REVIEW (COM SPOILERS) DE WONDER-WOMAN

Por J. B.

Depois dos excelentes textos das minhas amigas Carol e Alessandra, ambas do site Setor 2814, os quais vocês podem acessar clicando no nome dela, chegou a minha vez de passar meu relato sobre o belíssimo filme Wonder-Woman.

Se em Batman v Superman: Dawn of Justice eu me encantei a com a participação da Gal Gadot como a Mulher-Maravilha, no filme solo da heroína me apaixonei de vez por ela, em  2016 Gal se mostrou um dos pilares do filme como Mulher-Maravilha, mesmo tendo pouco tempo de tela. 

Agora, depois de longos 76 anos a super-heroína, criada pelo Dr. William Moulton Marston, ganha seu primeiro filme solo. Contrariando muitos críticos que diziam que seu estereótipo não era apropriado, Gadot conseguiu se consolidar no papel da Mulher-Maravilha. Ela não apenas vestiu os braceletes da personagem, como conseguiu sintetizar de forma exuberante sua essência, nos entregando uma Mulher-Maravilha doce, esperançosa, determinada e forte. E, além de tudo isso, sua versão da personagem consegue prova que a força de seus valores é ainda maior que a de seus poderes.

Além do talento e da beleza da Gadot, o filme Wonder-Woman trás a talentosa Patty Jenkins, diretora que conta com uma indicação ao Oscar, pelo filme Monster: Desejo Assassino, de 2003 e que rendeu o Oscar para a musa Charlize Theron. Além de ter sido a primeira mulher a comandar um projeto cinematográfico com um orçamento superior a US$ 100 milhões de dólares. A competência da Jenkins fez com que o longa nos fosse entregue com a medida certa de divertimento, charme, energia, harmonia, beleza, divertimento e e claro ação,  infelizmente junto com isso temos temas muito mais complexos e atemporais, tais como machismo, a capacidade de autodestruição que a humanidade insiste em manter desde seu surgimento neste planeta e o racismo.

Nesse longa, Diana é mostrada como uma lutadora imbatível, porém sem deixar de ser um símbolo de carinho e esperança, inspirando aqueles que encontra em sua jornada. O sorriso e o carisma da Gal Gadot consegue tornar para fácil o espectador crer que está ali a encarnação do Amor e do Espírito da Verdade.

Themyscira, a Ilha Paraíso.
Com um roteiro escrito por Allan Heinberg, que teve como base as ideias do diretor Zack Snyder e de Jason Fuchs e com uma história linear, direta e simples, a trama tem um ótimo inicio, com um prólogo estabelecendo a personagem hoje, como curadora de arte greco-romana no museu do Louvre, em Paris. Em sua sala, Diana relembra de suas origens ao receber um presente enviado pelo Bruce Wayne, a foto original que a ela procurava no filme Batman v Superman: Dawn of Justice.

Essas lembranças nos levam até a  princesa Diana crescendo como a única criança na paradisíaca ilha das Amazonas chamada Themyscira, essas Amazonas carregam o lema de garantir a Paz e Justiça ao mundo. A ilha segue bem a estrutura tradicional das HQs, um lugar brilhante e cheio de vida. Sua arquitetura segue mais a de uma vila antiga do que as estruturas gigantes clássicas como os antigos filmes com temática na Grécia clássica. 

Rainha Hippolyta.
Os adornos dourados acertam dentro da cidade, por serem circulares eles passam um ar de personalidade e suavidade, mesmo variando de pequenos e sutis até as gigantes espirais na sala do trono.

As ruas mostram bem como uma cidade à beira de um penhasco e de frente pro mar pode ser transformada em um a imensa fortaleza. 

Em Themyscira, somos apresentados a pequena Diana, interpretada pela Lilly Aspell, filha da Rainha Hippolyta, vivida pela Connie Nielsen, sendo apresentada aos mitos e histórias dos antigos Deuses gregos. Patty se superou ao escolher a estética de pinturas Renascentistas e Barrocas.

Pinturas estas inspiradas nos quadros de Rembrandt e Jean Jaques Louis David, nas cenas que mostram a última batalha entre os Olimpianos contra Ares, o Deus da Guerra. É compreensível, do lado narrativo que essas divindades estejam mortos, pois ser os salvadores da raça humana será o papel dos Super-Heróis.

Depois de descobrir que a pequena Diana estava treinando escondida com sua tia, a General Antíope, interpretada pela Robin Wright, Hippolyta percebe que, apesar de todos os esforços iniciais para evitar que isso ocorre-se, deverá permitir a continuação do treinamento em combate da princesa.

A General Antíope e suas Amazonas.
A paz sempre reinou no Paraíso, até que o capitão e piloto Steve Trevor, vivido pelo Chris Pine, que estava em uma missão secreta dentro do território alemão, em plena 1ª Guerra Mundial, se acidenta durante sua fuga e cai nas margens de Themyscira, Diana o salva, e com isso aprende sobre a violência que o Homem traz consigo, essa triste lição vem de um batalhão de soldados alemães, que estavam em perseguição ao Trevor e que invadem as praias de Themyscira.

Depois de uma empolgante batalha entre as Amazonas e esse batalhão, a futura heroína aprende, também, sobre a valentia de um estranho ao seu mundo, um "inimigo", porém ela também aprende o que é a morte, quando ela consegue ver a trajetória de uma bala em direção a uma amazona presa em uma corda, e também o de sacrifício, quando ela vê a General Antíope tomar um tiro para salvá-la. Patty aproveitou essa morte para nos mostrar como eram os relacionamentos amorosos na ilha, vemos isso quando Menallipe corre em desespero para ver Antíope, deixando claro, e de forma muito delicada, a relação amorosa das duas.

A God Killer.
Durante o interrogatório do Steve, a Diana descobre que uma grande, devastadora e sem precedentes guerra está se espalhando por todo o planeta Terra e decide deixar seu lar, mesmo contrariando sua mãe, essa rebeldia faz com que ela invada o arsenal de Themyscira, onde pega a espada conhecida como God Killer, um escudo, o Laço da Verdade de Héstia e, como não podia deixar de ser, a já conhecida armadura. Para sua surpresa Diana encontra sua mãe antes da partida, que como forma de aprovação, lhe entrega uma tiara com o símbolo de sua tia, Antíope.

De posse desses itens sagrados e confiante de que pode parar o conflito, Diana parte para o Mundos dos Homens, onde pretende impedir o perpetuador desse desastre, que para ela seria ninguém menos que Ares, o Deus da Guerra, responsável pela queda dos Deuses do Olimpo, para ela sua morte eliminaria de vez a guerra.

General Ludendorff e Doutora Veneno.
Durante o segundo ato somos apresentados para dois dos vilões do filme, durante a visita do General Ludendorff, interpretado por Danny Huston, a Doutora Maru, mais conhecida como Doutora Veneno, vivida pela atriz Elena Anaya, ficamos sabendo que ela está desenvolvendo um conjunto de gases que podem penetrar em máscaras contra gás e, em alguns casos, conceder uma força sobre-humana a quem o usar.

Fora isso vemos que o papel de tutor de Diana passa de Hippolyta para Steve, que passa a apresentar para ela este mundo, sujo, cheio de regras, que para as Amazonas são incompreensíveis. Esse insólito casal funciona de forma perfeita, com uma química boa de ver. Chegando em Londres, vemos a drástica diferença entre Themyscira e o Mundo dos Homens, um mundo feio, cinza, sujo, escuro e que vem sendo destruído por uma grande guerra e por uma revolução industrial descontrolada.

Heinberg acertou o tom ao introduzir os elementos de humor sutil e cheio de diálogos bem colocados, como quando ela é apresentado para a Etta Candy, vivida pela atriz Lucy Davis, e fala que o tipo de trabalho que a Etta faz, de secretária, seria chamada de escravidão em sua terra, ou quanto ela vai tirando o manto escuro e chega a mostrar os ombros antes de Etta e o Trevor corram para impedi-la. 

Cena do sorvete, HQ & filme.
Também temos alguns pequenos easter-eggs, como a cena do sorvete na estação de trem, que nos remete a HQ Justice League #03 da fase The New 52, de janeiro de 2012. Também tivemos uma singela homenagem ao clássico seriado da Mulher-Maravilha, estrelado pela Lynda Carter na década de 1970, nas cenas onde a Etta ajuda a Diana nas compras de roupas.

Outra linda referência foi a sequência de cenas que nos levam ao clássico longa Superman: The Movie, de 1978, do diretor Richard Donner e interpretado pelo saudoso Christopher Reeve, tanto na cena da porta giratória e no momento em que ela coloca os óculos, mas principalmente na cena do tiroteio no beco, onde Diana rebate as balas com os braceletes. São sequencias como essas que conseguimos enxergar o legado clássico dos filmes e séries de super-heróis, sendo usado de forma inteligente para contar uma história.

O roteiro também não se exime de nos mostrar como era vista a posição que a mulher deveria ter na sociedade do início do século XX, com os homens estranhando, e até hostilizando as atitudes da Diana, que na visão estreita deles não passa de uma mulher dotada de pouca inteligência. Nesses momentos, Diana certeiramente se impunha, com força no momento em que esbraveja contra a decisão de não interferência dos generais da coalizão dos aliados. Ela não os difere por serem homens, mas por suas decisões acovardadas, afinal para ela generais deveriam está na linha de frente e não escondidos em escritórios luxuosos. Nesse momento a trama acerta por mostrar que Steve também é uma pessoa a frente do seu tempo, por decidir seguir em frente com seus planos de infiltrar-se e parar os planos da nova fábrica de gás, mesmo contrariando seus superiores. 

Sameer, Steve, Diana, Chief e Charlie.

Porém eles desobedecem e acompanhados do nativo americano Chief, vivido por Eugene Brave Rock, do irlandês Charlie, interpretado pelo Ewen Bremner, do otomano Sameer, vivido pelo ator Said Taghmaoui e contando com o apoio de Sir Patrick, interpretado pelo David Thewlis, eles se arriscam atrás das linhas inimigas, em uma missão praticamente impossível, destruir a fabrica de gás alemã.

Batalha na Terra-de-Ninguém.
No meio desse caos da guerra é que Diana manifesta o seu papel de ajudar o necessitado, de fazer a coisa certa na hora certa. Nós e o DCFilms fomos presenteados com uma sequência espetacular e que será lembrada.

A Mulher-Maravilha decide encarar de frente a chamada "Terra-de-Ninguém", território que ficava entre as trincheiras dos aliados e dos alemães. A cena  marca bem o momento onde ela  soltar de cabelo, retira o manto de cima da roupa e, ao colocar a tiara e subir a escada, esse é o momento em que ela aparece plena e poderosa.

A imagem da Diana defletindo as balas no campo de batalha é o suficiente para impressionar e inspira os soldados a seguir em frente e tanto ela quanto Steve e o seu grupo avançam, sempre um completando o outro. O Slow Motion ajuda e marca bem o ritmo da luta.

Contando com a ajuda de Chief, Diana finalmente descobre onde fica a fabrica de gás. Determinada a acabar com o Deus da Guerra, Diana chega primeiro e inicia luta com Ludendorff, que ela achava ser  a encarnação de Ares, ela o vence, matando-o, no entanto nada muda com a morte de Ludendorff e a ingenuidade de Diana começa a cair diante da realidade.

É nesse momento de dúvida e fraqueza que o  Steve deixa claro, para ela, que Ares talvez não seja o verdadeiro causador da 1ª Guerra Mundial, e que a humanidade é, na maioria das vezes, a catalisadora de sua própria ruína, mas que independente disso, eles iriam parar as bombas, porque era a coisa certa a fazer.
 
Ares do Pérez & Ares do filme.
Nesse ponto é que, finalmente, descobrimos a verdadeira face de Ares, o Deus da Guerra. Tratava-se do Sir Patrick, que estava mexendo desde o começo, os pauzinhos para as coisas irem acontecendo, sempre guiando as ações.

Agora um ponto que me incomodou, foi o visual "Deus da Guerra" do vilão, como fã da fase escrita e desenhada pelo George Pérez, eu esperava um visual próximo do desenhado por ele, um Deus com uns dois metros de altura, exalando energias e com olhos vermelhos. Um visual tão impactante que o roteirista Greg Rucka, juntamente com o desenhista Nicola Scott, trouxe de volta na edição D.C. Universe Rebirth: Wonder Woman #12, lançada em 2816.

Bom, voltando ao filme, descobrimos, junto com a Diana, a sua verdadeira origem, que ela é a filha de Zeus e Hipólita, e não foi feita do barro de Themyscira, para servir como salva guarda para o caso de Ares voltar.

Depois de uma grande batalha, Diana passa pelo fim da 1ª Guerra Mundial, o filme encerra com Diana reforçando a sua escolha de ajudar a humanidade, pois agora consegue ver que existe tanto o bem quanto o mal nos corações das pessoas e por saber que fazer o bem ao próximo é o que importa. Ela está pronta para ser o mais forte dos alicerces de tudo que a Warner Bros./D.C. Comics ainda vai construir.

O grande triunfo de Mulher Maravilha e de sua diretora é conduzir essa história para esse lugar de identificação ambígua, entre escapismo e inspiração, de onde nascem todos os ícones. Eu duvido que ainda exista alguém nesse mundo, que saia de um cinema sem expectativas de ver Diana Prince em ação novamente, seja em Justice Legue, ou no seu próximo filme solo.
 
Nota: Mesmo não tendo a personificação que eu esperava de Ares, minha nota não poderia ser menor que 10.

Trailer Dublado:



Trailer Legendado:

3 comentários:

EDUARDO SANTOS disse...

AMIGO ADOREI A REVIEW ;) RS A GAL É SIMPLISMENTE LINDA E ATUADO É AINDA MELHOR SUA VOZ TEM UM TOM LINDO QUANDO ELA & O STEVE CHEGAM EM LONDRES LÁ COMEÇA A MELHOR PARTE DA TRAMA RS MAGNÍFICO ADOREI A ETTA CANDY A DOUTORA VENENO FICOU FENOMENAL OS AMIGOS DE GUERRA DO STEVE SÃO A COMÉDIA DO FILME O CHARLIE FOI O MEU PREFERIDO VENDO ELE NA CENA DA TERRA DE NINGUÉM MIRANDO NO SNIPER DA TORRE LÁ EU PENSEI PÔ CARA MOSTRA COMO ATIRA MAS INFELISMENTE ELE NÃO CONSEGUE O GENERAL LUNDERDOFF FOI O MELHOR DOS ALEMÃES RS A TRILHA SONORA FOI UM PONTO FORTISSÍMO RS AMEI O FILME COMO NO INSTAGRAM EU DISSE EU REPITO É.P.I.C.O RS

EDUARDO SANTOS disse...

AHH QUASE ESQUECENDO RS ADOREI A FLAVIA SADDY DUBLANDO A PRINCESA DIANA FIQUEI AINDA MAIS APAIXONADO RS

MixHQ disse...

Muito obrigado pela visita Eduardo Santos e fico lisonjeado que tenha gostado do meu review.
Espero que tenha lido os outros dois.
Um grande abraço e nos visite sempre, pois estaremos postando matérias e outros reviews sempre.

 
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