Enquanto do lado de cá da tela esperamos mais de uma década para assistirmos uma sequência de The Incredibles (Os Incríveis) lançado em 2004, não parecerá que se passou tanto tempo nas vidas da super-família.
Em uma entrevista para o IGN, durante a D23 Expo, John Lasseter, diretor criativo da Pixar, revelou que a continuação vai se passar imediatamente após o filme do primeiro longa. John declarou o seguinte:
"Começa assim que o primeiro termina, seguindo a história. Teremos o Escavador e uma grande sequência antiga. Sabe o final do primeiro longa, quando você vê a família inteira vestida como super-heróis? Bom, é aí que o novo filme começa. Uma das coisas únicas sobre Os Incríveis é que temos realmente uma história de família em um mundo de super-heróis. O filme continua esse tema. É incrível essa ideia - simples assim - realmente amamos olhar para as nossas vidas e o que está acontecendo e encontrar temas com os quais o público vai se identificar"
The Incredibles II conta, novamente, com a direção de Brad Bird e tem estreia prevista para junho de 2019.
Como já havíamos divulgado anteriormente, a Warner Bros. irá lançar em 2018 um serviço de streaming com a marca da D.C. Comics, e uma das atrações será uma série, em live action, do grupo de heróis chamada DC's Titans, que tem duas primeiras filmagens agendada para começar no dia 25 de setembro, na cidade de Toronto, Canadá.
Essa série terá como produtores executivos A. De acordo com o site Heroic Hollywood a série terá, em sua 1ª temporada, cerca de 13 episódios.
Sinopse:
"DC's Titans irá mostrar as aventuras de uma das equipes das HQs mais populares de todos os tempos, ela mostrará um grupo de super-heróis recrutados de todos os cantos do Universo D.C. Na série veremos o jovem Richard Grayson se tornando o líder de um grupo de heróis, se medo, que inclui Estelar, Ravena e o Mutano."
Levando em conta a maneira como Titans será transmitida, ter uma temporada de 13 episódios é o ideal.
Ainda segundo o Heroic Hollywood, Titans contará com as presenças iniciais de Richard "Dick" Grayson como Asa Noturna, Estelar, Ravena e Garfield Logan, mais conhecido como Mutano.
Até o momento não tivemos nenhum no me confirmado para esses papeis, e nem se teremos mais personagens.
A 1ª temporada de DC's Titans deverá estrear em meados de 2018.
Hoje se inicia a Disney D2 Expo, já trazendo novidades, entre elas uma estátua de Thanos que veremos em Avengers: Infinity War, em tamanho real, ou perto do tamanho real.
Josh Brolin retomará ao seu papel como Thanos, uma figura que se escondeu nas sombras do Marvel Cinematic Universe desde 2012 em The Avengers, onde estava puxando as cordas de Loki, dos Chitauri e de Ronan, o Acusador, antes de sair para começar sua missão de se reunir as Joias do Infinito. Avengers: Infinity War trará o Titã Louco em conflito direto com os Vingadores e seus aliados, incluindo os Guardiões da Galáxia, o Doutor Estranho e o Homem-Aranha.
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Avengers: Infinity War é dirigido por Joe e Anthony Russo, e possui um extenso conjunto que inclui Robert Downey Jr., Josh Brolin, Mark Ruffalo, Tom Hiddleston, Chris Evans, Chris Hemsworth, Jeremy Renner, Chris Pratt, Elizabeth Olsen, Sebastian Stan, Benedict Cumberbatch, Paul Bettany, Samuel L. Jackson, Cobie Smulders, Benedict Wong, Zoe Saldana, Karen Gillan, Vin Diesel, Dave Bautista, Pom Klementieff, Scarlett Johansson, Tom Holland e Anthony Mackie.
O filme chega aos cinemas em 4 de maio de 2018, com a sequela marcada para o dia 03 de maio de 2019.
Acabei de assistir o filme do Homem-Aranha, e como diz o subtítulo, ele realmente voltou para casa. Para começar quero agradecer à Marvel Studios por ter trazido o Aranha e, principalmente, por ter realizado um filme que acomoda com maestria as piadas, traço característico do personagem.
O longa começa o personagem do Michael Keaton, chamado Adrian Toomes, chefe de uma equipe responsável pela limpeza dos destroços da guerra dos Vingadores contra os Chitauri, que vê sua equipe perder o trabalho por causa de uma equipe, possivelmente da Stark Industries, denominada de Controle de Danos (ou Damage Control), que iria assumir essa limpeza.
Toomes não é apenas um cara malvado, ele demonstra as motivações que nós mesmos teríamos na situação dele, o personagem foi um acerto da Marvel, já que os vilões dos filmes anteriores,
normalmente são demasiadamente caricatos, ou não cativam o público, e o
Toomes mostrou que você pode equilibrar uma boa história com as
motivações do vilão sem, no entanto, deixar a história parecer absurda. Sendo assim, como forma de sustentar suas famílias, Toomes e seus amigos, entre eles um personagem das HQs pouco conhecido chamado O Consertador, começa a vender armamentos alienígenas para outros criminosos. Ele conseguiu nos entregar o melhor vilão, depois do Loki, do MCU.
Logo depois vemos o Peter Parker, um garoto de 15 anos que há alguns meses lutou ao lado dos Vingadores Legalizados, em Captain America: Civil War, e que quer MUITO ser integrado ao grupo, completamente extasiado com o uniforme, ganho do Stark, e continuando combatendo pequenos crimes, ao mesmo tempo em que precisa se preocupar com os deveres escolares e os assuntos familiares. Esse "Novo Cabeça de Teia" é tudo o que o herói deve ser, um jovem
inexperiente, brincalhão e com vontade de salvar o mundo, ou seja, um
modelo ideal para servir de inspiração ao novos e antigos fãs das
aventuras do personagem nos cinemas, que vão assistir a nova produção da
Marvel. Porém ele é colocado em "Stand by" pelo Tony Stark e recebe a missão de, apenas, ajudar a resolver os pequenos crimes em seu bairro e a não se envolver em grandes confusões.
No entanto, em sua ânsia por ser reconhecido como um grande Super-Herói, Parker acaba desobedecendo às ordens de seu Stark e se vê enredado em um caso de contrabando de armas ultra-avançadas, comandada pelo Toomes. Esse "entusiasmo" faz com que o Aracnídeo cometa um erro grave, na ânsia de capturar os mercadores de armas, acaba atrapalhando uma "campana" do FBI, programada pelo próprio Tony.
Com sua intervenção o Abutre escapa, e quase provoca o naufrágio de um navio lotado de pessoas, o que nos leva para uma sequência que remete diretamente para o clássico Spider-Man II, quando o Aranha tenta segurar o barco, que está se partindo ao meio. Porém diferente da versão estrelada pelo Tobey Maguire (que consegue segurar o trem), esse novo Homem-Aranha falha em sua tentativa de salvamento, e uma tragédia maior é evitada graças à intervenção do Homem de Ferro, em decorrência a isso, o Tony apreende a roupa do herói.
Mas nem assim o Peter desiste de ser um herói, o que nos leva a duas cenas bastante tensas, a primeira é o momento em que descobrimos que o pai da Liz Allen, a paixonite do Peter, é filha do Abutre, o que causa uma sequência forte, enquanto o Toomes leva os jovens ao baile da escola. A outra cena é onde o Aranha resolve enfrenta-lo, e acaba soterrado sobre quilos de escombros, essa foi uma excelente referência as HQs do Homem-Aranha, mas precisamente na edição The Amazing Spider-Man #33. Em minha opinião é nessa cena onde o menino dá lugar ao homem, é aí que o Parker passa a encarar seu arqui-inimigo com uma seriedade maior.
Motivado a deter o Abutre, o Homem-Aranha consegue impedir o roubo de um arsenal da antiga Torre dos Vingadores, a briga acaba sendo concluída no parque de Coney Island, onde após derrotar o vilão, o Aranha salva sua vida, o que resultou em uma excelente cena pós-crédito. Em decorrência de tudo isso, o Tony leva o Peter até a nova Base dos Vingadores, e lhe faz o convite de ingressar no grupo, inclusive lhe apresenta um novo uniforme, que me lembrou o que foi usado na saga Superior Homem-Aranha e o que o Peter ganhou do Homem de Ferro, na minissérie Civil War, no entanto o Peter agradece o convite e a nova roupa, mas recusa, afinal ele é apenas "O Herói da Vizinhança". O que deixa o Tony em uma situação delicada, já que ele havia convocado a imprensa para o anúncio da entrada do Aranha na equipe, mas não foi nada que o Tony não possa resolver, especialmente com uma ajudinha do Happy.
Alguns fãs estavam se perguntando se teríamos a picada da aranha, que deu os poderes ao Peter e se veríamos, mais uma vez, a morte do tio Ben. E a resposta é NÃO, não vamos essas cenas, mas elas são citadas, mais precisamente em um diálogo entre o Peter e seu melhor amigo, o CDF Ned, vivido pelo jovem Jacob Batalon, nesse diálogo o Ned pergunta como o Peter ganhou essas habilidades, a resposta é que ele havia sido mordido por uma aranha, que morreu logo depois. Sobre o tio Ben, a declaração de Peter é mais implícita, ao dizer que nunca irá contar nada a sua tia, por causa de tudo que ela já sofreu. O que nos deixa a pergunta, há quanto tempo o Ben está morto?
Ainda falando sobre Homecoming, um dos pontos que me surpreendeu foi a revelação de que a colega de colégio de Peter, a Michelle, interpretada pela Zendaya, costuma ser chamada pelos amigos de "MJ", nas HQs essa são as iniciais de Mary Jane, o 2ª amor da vida do Peter, e que durante muitos anos foi a Sra. Mary Jane Watson Parker, esposa do Peter.
Falando da participação do Tony Stark na trama, graças a Deus que todo o meu receio de que seria um Iron Man - IV não se concretizou, o tempo total da participação do Robert Downey Jr. foi pequeno e bem utilizado, percebe-se que essa participação deve-se ao contrato mútuo entre o Marvel Studios e a Sony, um verdadeiro "Uma mão lava a outra, e as duas se enxugam". Stark está em cena mais como uma figura paterna e mentor.
A presença da tia May, vivida pela atriz Marisa Tomei, não foi tão marcante como nas franquias anteriores, mas com certeza sua última aparição vai dar o que falar até o lançamento do próximo filme do Aracnídeo. Ao chegar em casa Peter encontra um embrulho em sua cama, trata-se de seu uniforme, que havia sido pego pelo Tony, Peter o veste e ao tirar o capuz escuta a voz de sua tia na porta do quarto, e nesse exato momento o filme termina.
Sobre as duas cenas pós-créditos só digo duas coisas... Preste bastante atenção na primeira e riam de vocês mesmos na segunda.
Por fim Spider-Man: Homecoming, consegue ser o filme do Aranha esperado, mas não ousa tanto quanto poderia e quando ousa, é espetacular, no entanto quando se contenta em ficar em sua Zona de Conforto, enfraquece. Ainda assim, é a melhor representação visual do personagem para as telas, e o futuro parece promissor.
O mais novo lançamento do universo dos super-heróis Homem Aranha: De volta ao lar chega aos cinemas. O nome “De volta ao lar” faz referência ao retorno do personagem a sua casa mãe a Marvel. A editora antes de fazer seus próprios filmes vendeu alguns direitos cinematográficos de seus personagens para estúdios como a Fox e a Sony. Em 2015 a Marvel Studio conseguiu entrar num acordo com a Sony e trazer o Aranha para seu universo.
Parte deste acordo era escolher um ator mais jovem para viver o herói, assim trazer uma versão diferente do que se havia trabalhado no cinema. Tom Holland foi escolhido para ser o interprete deste herói querido. Ele fez sua estreia em Capitão América Guerra Civil ano passado, apesar de não vermos muito do seu personagem, foi algo bem agradável e nos deixou curioso para o lançamento do seu filme solo.
O filme trata primeiro do vilão, interpretado por Michael Keaton, seu personagem é Adrian Toomes, um empreiteiro com a missão de limpar a cidade de Nova York depois da invasão dos Chitauri no primeiro Vingadores, mas o governo cria um departamento para essa finalidade acabando com o emprego não só do Adrian, mas como de seus colegas, revoltado com essa decisão ele fica com alguns objetos dos aliens e faz armas para revenda e utiliza em assaltos. O destaque fica com Michael Chernus que faz o Consertador, responsável por criar todos os objetos utilizados pelo vilão do filme.
Depois passamos para a visão de Peter ao ir pra Alemanha lutar contra a equipe do Capitão América, a empolgação do personagem retrata bem a maneira que o filme vai retratá-lo, um garoto com poderes que ainda está aprendendo a usá-los.
Tony Stark retorna em alguns momentos do filme, sua participação não é grande, mas todas as suas cenas têm como objetivo de mostrar Tony sendo um mentor para Peter, observando todos os seus movimentos, e vendo sua evolução como herói. Quem fica na função de observá-lo de perto é Happy Hogan, quem estava com saudade de Jon Favreau, ele tem muitas cenas bem divertidas neste filme.
Betty Brant, Flash Thompson, Liz Allen, Ned, Michelle e Peter Parker.
Agora passando para o cotidiano de Peter, temos seus colegas de escola, seu melhor amigo é Ned Leeds interpretado por Jacob Batalon, a química entre ele e Tom é ótima, toda a sua participação é envolta de comédia, desde quando ele descobre que Peter é o Homem Aranha, e passa ajuda-lo até mesmo salvado sua vida....
O interesse amoroso de Peter é Liz Alan, que é trabalhado muito bem no filme, não foca demais no romance, e o mostra de forma como todo adolescente lida com sua primeira paixão, desde a vergonha até o momento de chegar à garota. (Destaque para a cena do baile, ou melhor, quando Peter a busca em casa, temos uma revelação bombástica).
Uniforme caseiro.
Outra personagem que tem um destaque grande é Michelle vivida por Zendaya, sempre atrás do Peter mesmo que não demonstre qualquer sentimento por ele, acredito que ela pode surpreender nos próximos filmes.
Já o eterno valentão, muda de forma e cor, e se mostra mais um garoto ciumento que pratica bullying com Peter, Flash interpretado por Tony Revolory, aparece pouco, mas mostra que nem de longe pode chegar aos pés de Peter.
O filme é recheado de comédia e piadas, com a intenção de mostrar a vida de um típico garoto de 15 anos, que adquiriu poderes e virou um super-herói. Ele não é experiente, então não se surpreenda com os erros de Peter, são muitos, mas ele está apreendendo, e com Tony Stark no seu pé ele precisa se superar a cada minuto.
Homenagem à Homem-Aranha II.
As cenas de lutas são bem filmadas e bem coreografadas, nada muito impressionante para ficar lembrando depois de assistir ao filme. Mas duas cenas são importantes de serem destacadas.
A primeira é quando Homem Aranha salva os colegas de Peter num elevador no monumento Obelisco, mas vou avisando se tem medo de altura essa cena é de tirar o fôlego. A outra é a cena final da luta entre o Homem Aranha e o Abutre, principalmente por se passar bastante tempo no ar, a maneira que o nosso herói consegue derrotar seu vilão é fascinante, e também para mostrar que Peter é sim um herói.
Um filme bem legal de ser assistido, e muito divertido, Homem Aranha De volta ao Lar, nos mostra como uma maioria se sente em relação aos heróis, trazendo essa proximidade do herói com o público. Uma dica é para não se decepcionar com esse filme, é levar em consideração que o herói é jovem e inexperiente, e não dá para exigir muito dele, mas Peter é um rapaz muito inteligente e vai evoluir como herói, e se tornar mais parecido com seus ídolos.
Ah o filme conta com duas cenas pós-créditos a primeira logo após os nomes inicias, mostra que o Homem Aranha está ganhando muitos inimigos, a outra depois de todos os créditos serve como uma piada final, você vai ter que ter muita paciência para vê-la.
Nota: 08.
PS: Em nome do Mix HQ quero reiterar meus agradecimentos à nossa querida amiga Alessandra de Souza por nos ter presenteado com mais um excelente Review.
Tive uma surpresa hoje quando liguei o computador, está rolando uns boatos sobre a produção do filme Wonder Woman II. Sei que são apenas rumores, mas decidi compartilha-los com vocês.
De acordo com o site Heroic Hollywood alguns boatos estão surgindo que o 2ª filme da princesa Diana não seria ambientado nos dias atuais, como havia sido dito anteriormente, mas sim na década de 1980, como forma de preencher mais a lacuna que ficou entre o filme solo dela e sua participação em Batman v Superman: Dawn of Justice.
No que diz respeito à linha de tempo de quando a história realmente acontecerá, o rumor é que Diana estaria enfrentando uma ameaça (Doctor Psycho?) vinda da União Soviética nos dias da Guerra Fria.
A equipe de produção dessa sequência envolverá uma grande parte da equipe que trabalhou no primeiro longa, aparentemente o Geoff Johns e a Patty Jenkins já estariam trabalhando no roteiro, embora a Jenkins ainda não tenha sido, oficialmente, anunciada como diretora da continuação.
Outro ponto desses rumores é que o ator Chris Pine já estaria contratado para o papel de Steven Trevor, sendo que vimos o avião onde ele estava, explodindo no 3ª ato de Wonder Woman.
Como
Trevor retornará ao filme não foi explicado. Eu particularmente acredito que, se essa participação do Pine realmente acontecer, será em forma de flashback.
Com todo o sucesso, mais que merecido, que Wonder Woman ganhou, e ainda está ganhando, é inevitável que tenhamos uma continuação. Poderemos ter maiores informações durante a San Diego Comic-Con: 2017, que começará dentro de poucos dias.
E torcemos que mais filmes estrelando super-heroínas venham a ser realizados, com a mesma qualidade e profissionalismo que vimos na primeira aventura de Diana de Themyscira nos cinemas.
Na última semana a Netflix liberou a 1ª temporada completa do anime Castlevania, inspirado no game Castlevania III: Dracula's Curse produzida pela Konami e lançada em 1990. Essa temporada foi composta de 04 episódios, com cerca de 25 minutos, mas que consegue nos deixar com uma "SEDE" por mais episódios. A série é incrivelmente brutal não destinada a crianças ou para pessoas
com estômago fraco para violência e generosas quantidades de vísceras e sangue.
A história, assim como no game, é centrada em Trevor Belmont, último membro do Clã Belmont, lendários caçadores de vampiros que foram excomungados pela Igreja, que conta com a voz do ator Richard Armitage, o Thorin Escudo-de-Carvalho da trilogia The Hobbit.
A trama se passa em 1476, onde o Conde Dracula, dublado por Graham McTavish, reuni uma horda de demônios para aniquilar a humanidade inteira, em vingança pelo fato de sua esposa, uma humana chamada Lisa, ter sido queimada viva acusada de bruxaria pela igreja.
Ao descobrir sobre o ocorrido, Drácula jura vingança, prometendo destruir a cidade de Wallachia, um ano a partir daquela data, quando o dia chega, não só a Wallachia, mais todas as cidades da região começam a ser assoladas por demônios, com seus cidadãos sendo mortos indiscriminadamente.
Há poucas alterações em relação ao game, considerando que o jogo é produto de uma época onde a história não importava tanto quanto a jogabilidade, Castlevania nos fez um imenso favor ao dar uma grande profundidade à ira do Dracula e personalidade ao Trevor Belmont. O roteiro, escrito por Warren Ellis, da aclamada HQ Hellblazer, adaptou muito bem a essência da franquia, enquanto as sequências dramáticas da progressão da história são bem manipuladas e atendem a sua finalidade.
Vlad Dracula Tepe.
O humor em Castlevania não desaponta, sejam as tiradas sarcásticas de Trevor Belmont, que quase sempre tem uma observação sarcástica para fazer, sem no entanto prejudicar o sentimento de pavor iminente que temos assistindo, ou os diálogos inusitados por parte de outros personagens. É um humor negro e sarcástico, que não destoa do clima sombrio imposto pelos cenários decrépitos.
Trevor Belmont.
Ellis garante, em seu roteiro, profundidade à trama ao explicar, sem no entanto justificar as ações do Conde. As chamas da Inquisição são retratadas como um terror tão grande quanto o que sentimos ao vermos as ações dos próprios demônios.
A morte de Lisa é trágica ao ponto que simpatizamos com as ações do antagonista da série, chegando ao ponto de nos pegarmos, inclusive eu, torcendo para que ele destrua os fanáticos religiosos que queimaram aquela mulher, tão somente porque ela queria utilizar a ciência para ajudar as pessoas.
Voltando à trama, Trevor tenta viver sua vida longe de problemas, principalmente problemas com monstros, até que ele se vê em uma cidade que irá ser atacada pelo exercito do Dracula ao anoitecer. Lá Trevor conhece um grupo de Oradores, uma ordem que tem como função passar os conhecimentos de maneira oral, já que para eles escrever em um pedaço de papel é quase um sacrilégio. Dentre os membros dessa ordem, Trevor encontra a jovem Sypha, dublada pela Alejandra Reynoso, neta do líder dessa ordem e conhecedora de magia.
Com a ajuda de Sypha, Trevor consegui resistir ao ataque demoníaco, em uma sequência de ação de tirar o fôlego. Quando tudo parecia terminar bem, os dois caem por uma fenda, que se abre na cidade. Onde depois de passarem por umas armadilhas encontram o personagem Alucard, dublado por James Callis, filho de Dracula, que estava em repouso para se recuperar de sérios ferimentos sofridos, enquanto tentava impedir o pai de invocar o exército das Trevas.
Belmont, Sypha e Alucard.
Castlevania nos trás à velha figura do vampiro sugador de sangue, algo muito bem vindo após tantas releituras da criatura sobrenatural, algumas verdadeiramente vergonhosas como a saga Crepúsculo.
Warren consegue deixa sua marca de maneira bem clara, conseguindo criar um reflexo entre o Belmont com o mago do Universo D.C., o John Constantine, em se tratando de sua personalidade. De imediato conseguimos nos identificar com o personagem, que muito bem representa a luz da razão nessas Trevas dominadas pelo controle à Mão-de-Ferro da Igreja.
É preciso ressaltar que essa temporada de Castlevania não busca entregar uma ação desenfreada, seu intuito na verdade seria o de nos contar uma história, onde as sequências de ação são limitadas, são organicamente encaixadas com a trama.
O diretor Sam Deats acertou em cheio nesse caso, sabendo quando agilizar ou tornar as coisas um pouco mais lentas, a tal ponto que nos vemos engajados pelo que ocorre em tela, sendo usadas para desenvolver seus personagens.
Há de ser louvado todo o trabalho de design que a série apresenta, mantendo o respeito os aspectos originais dos personagens, em especial ao próprio castelo de Dracula, onde vemos construções com tecnologias muito à frente de seu tempo, o lado sobrenatural caminha junto da ficção científica aqui. Por ser um desenho para adultos, os tons mais escuros são permitidos, fornecendo o necessário ar de mistério à morada do Morto-vivo, que aparece brevemente e a todo o restante do cenário, que realmente passa o ar de uma terra em decadência.
Ao finalizar os quatro episódios, enxergamos com clareza os planos de Warren Ellis, que compõe o primeiro arco da história aqui. Ele conseguiu nos entrega uma trama fechada, deixando em aberto, claro, a caçada ao Vlad, para a 2ª temporada, já confirmada pela Netflix, neste inicio fomos apresentados aos personagens e os vimos se posicionando nesse tabuleiro. Agora nos resta saber como cada um irá se mover a partir daqui.
Com o propósito de discutir sobre os mais variados lançamentos do Universo das HQs no Brasil, os apresentadores Hal Jordan, Baterista e JB, disponibilizam de forma descontraída seus comentários sobre as diversas mídias protagonizadas pelos personagens do universo quadrinístico.